Da Redação
Em 24/10/2012 às 11:09
A sessão da Câmara Municipal de Presidente Venceslau foi marcada pelo debate sobre a possível construção de novas unidades prisionais no município.
A sessão teve “tribuna livre” com a socióloga Maria Ângela D´Incao que usou da palavra para mostrar sua posição, e de parte da sociedade, contrária à vinda de presídios ao Oeste Paulista, especialmente em Presidente Venceslau.
O que teria levado a socióloga ao debate foi o fato de o vereador eleito pelo PPS, Rafael Balhestero, ter encaminhado ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) manifesto de que a cidade estaria pronta para receber novas penitenciárias e que, segundo ele, o governador teria sinalizado com essa possibilidade.
Na tribuna Maria Ângela disse que a região e Presidente Venceslau "já deram sua contribuição no que diz respeito às novas unidades prisionais e que falta do governo a contra partida por ter despejado na região tantas delas".
A vereadora Denise Eloá Custódio Erbella de Castro (PSD), autora de uma lei em 2010, que obriga a cidade a ter um plebiscito sobre o assunto. "O momento é de debater sobre o que o governo pode dar para a região em contra partida", falou.
João Paulo Arfelli Rondó (PPS) foi na mesma linha e disse que a sociedade unida pode cobrar dos governantes o hospital penitenciário para atender os sentenciados da região, quartos celas especiais na Santa Casa e outras benfeitorias.
"A lei da vereadora Denise Erbella é praticamente idêntica a minha, aprovada em 2005, que trata o assunto de novas unidades prisionais ou similares como um fato que precisa do prefeito em exercício fazer a apreciação junto à população", lembrou João Luiz Cola (PMDB).
Por último o presidente da Casa, Rodrigo Henrique Monteiro (PSDB), revelou que não há nenhum documento da Casa Civil comunicando o Legislativo sobre a construção de novas unidades prisionais. "A notícia de novos presídios no município seria um fato apenas para chamar a atenção", acredita.
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