ROGÉRIO MATIVE
Em 20/11/2012 às 11:18
Dos três integrantes da Mesa Diretora, apenas Izaque Silva (à esquerda) era favorável à votação do PL
(Foto: ROGÉRIO MATIVE)
Diferentemente do que ocorreu durante a votação sobre a fixação de cadeiras no Legislativo, os partidos foram ignorados por alguns vereadores na votação do pedido formulado por Izaque Silva (PSDB) para apreciação do projeto de lei que regulamenta a renovação de contrato entre o município e a Sabesp por mais 30 anos. Nesta segunda-feira (19), durante sessão ordinária, três parlamentares quebraram o protocolo e votaram contra os interesses das siglas.
O único caso que destoa é do vereador Alcides Seribelli, que é presidente do PTB. Porém, o partido é o mesmo do prefeito Milton Carlos de Mello (Tupã), autor do projeto de lei para a celebração de novo convênio com a estatal visando a continuidade de prestação de serviços de água e esgoto em Presidente Prudente.
"O prefeito que me desculpa. É meu amigo e do mesmo partido. Mas o negócio é com a Sabesp. Ela tem que nos ouvir", justifica.
A presidente da Casa, Alba Lucena, também é do mesmo partido e, mesmo não necessitando votar na oportunidade, fez questão de salientar que era contra a votação do projeto. Em certo momento, após a contagem dos votos para abertura de sessões extraordinárias, Alba, sorridente, comunicou Silva sobre a negativa. "O seu pedido, infelizmente, não foi aceito".
Líder da bancada tucana na Câmara, Natanael Gonzaga também votou contra, desagradando o PSDB. "Vai durar 30 anos. O projeto chegou agora, temos que analisar melhor. Acho que não melhorou muito na questão de tarifa social", diz.
Ele não acredita em punição da legenda. "Acredito que não. O partido é democrático e somos formados com várias pessoas de opiniões diferentes", salienta.
Para Izaque Silva, houve falta de diálogo. "O vereador é, inclusive, líder da bancada. O que pode ter ocorrido é uma falha no diálogo", espera.
Por último, na lista dos contrários aos partidos, Chicão da Maçã também votou diferente da determinação do PSB. "A determinação era que votasse pela aprovação do pedido e discutisse o projeto em extraordinária", explica Oswaldo Bosquet, presidente da Comissão de Redação e Justiça.
Ainda contra a apreciação do projeto de renovação, votaram contra os parlamentares Cidão Mendonça (DEM), Clóvis Lima (PR) e Douglas Kato (PV), sendo que os dois primeiros fazem parte da base do governo e participaram da coligação que reelegeu Tupã.
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