| Presidente Prudente/SP

Fortalecimento do esporte começa nas escolas, defendem Guerra e Elzinha

Rogério Mative

Em 27/06/2019 às 15:40

Jornalista prudentino Ronaldo Nascimento mediou o bate-papo no Sesc Thermas

(Foto: Estevão Salomão/Sesc)

Incentivar a prática de várias modalidades nas escolas municipais e estaduais para fomentar o esporte competitivo no país. Esta é a saída apontada pelos ex-jogadores de basquete Jorge Guerra, o Guerrinha, e Elza Pacheco, mais conhecida como Elzinha. A dupla participou, na noite dessa quarta-feira (26), de um projeto promovido pelo Sesc Thermas de Presidente Prudente, com a participação de jovens atletas, amantes da bola ao cesto, professores e treinadores.

Durante o Toque de Letra, que contou com a participação especial do jornalista especializado em basquete Juarez Araújo, os convidados contaram histórias dos tempos como atletas e bateram um papo com a plateia sobre os desafios do basquete atualmente.

Entre os assuntos, a saída para a reestruturação do esporte no país por meio da fomentação de diversas modalidades nas escolas. "Para iniciar um projeto esportivo é através das escolas municipais e estaduais. A gente vê que os clubes estão atrofiando cada vez mais. O esporte é para todas as idades. Daí, vão surgir futuros patrocinadores, incentivadores, atletas e admiradores do esporte. Esse é o caminho inicial", diz Guerrinha, que atualmente é técnico do Mogi das Cruzes na Liga Nacional de Basquete.

Ex-Seleção Brasileira, Guerrinha comanda o Mogi na Liga Nacional


"O basquete não é uma modalidade cara, mas tem que ter capacitação. Acho é o que falta para os professores, principalmente das escolas. Não só na parte de fundamentos, mas como montar escolinhas. Falta lei que obrigue o esporte na escola municipal ou estadual, com professores capacitados", complementa.

Para Elzinha, que é diretora municipal de Esporte e Educação de Paraguaçu Paulista, o trabalho de base deve ser visto com carinho. "Acredito que o esporte de elite está colhendo o resultado de uma má gestão. Mas, estamos de um tempo de transformação. Naturalmente, vai acontecendo. O que temos que lutar é pelo trabalho de base, pois quem tiver que aparecer como um grande jogador ou jogadora vai aparecer", pontua.

Após a experiência nas quadras, Elzinha tornou-se dirigente municipal em Paraguaçu


"O que precisa é que esses professores tenham mais oportunidade de montar equipes, viajar. Os prefeitos precisam investir mais. Precisa ter um pouco mais de incentivo das prefeituras", fala Elzinha.

Guerrinha compartilha do mesmo pensamento e afirma que o esporte promovido pelo Poder Público está "atrofiado". "A prefeitura [de uma forma geral] tinha equipes competitivas e parou porque dizia que gastava muito. Partiu para equipes de base e parou para investir em escolinhas. Hoje, não tem nem escolinhas, equipes de base ou de competição. Cada vez mais, o esporte em nível de governo está atrofiando", opina.

Sobre o bate-papo, Guerrinha ressalta a troca de ideias com os participantes. "Experiência fantástica. Acho que o Sesc é o Brasil que deu certo. São oportunidades únicas, trocar situações e ideias tanto da construção do esporte como a gente encara e ver o que pode mudar", frisa.



Exemplo para Prudente

Com pouco mais de 45 mil habitantes, Paraguaçu Paulista pode servir de exemplo para a capital do Oeste Paulista na junção do esporte com a educação. Elzinha Pacheco comenta sobre o que mudou dos tempos de quadra para agora, com os desafios como gestora pública.

"Na verdade, os desafios são os mesmos. Hoje, a quadra se transformou nos projetos sociais, de lazer e de educação. Eu procuro trazer aquilo que o basquete me deu para o mundo da gestão. A cada dificuldade, não pode ficar só olhando para ela. Procuro fazer um trabalho de equipe, para que as forças se apresentem e possamos fazer um bom trabalho de gestão", fala.

De acordo com a ex-jogadora, a cidade comemora dos feitos: nenhuma criança na fila por vaga em escola e equipes genuínas em competições regionais e estaduais. "Hoje, em Paraguaçu, não temos lista de espera em escolas, zeramos tudo. No esporte, temos várias modalidades em cinco ginásios o dia todo".



"Nós procuramos participar com atletas somente da cidade. Usamos os nossos atletas. E isso me deixa muito tranquila em questão de justiça", finaliza.

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