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Bate-papo com medalhista discute presença da mulher no futebol

Da Redação

Em 18/06/2018 às 10:11

Com mediação do prudentino Thiago Caldeira, encontro discute presença feminina no futebol

(Foto: Arquivo)

Há muitos anos as mulheres batalham por seu espaço na sociedade. No futebol não é diferente. Para discutir quais são as dificuldades, desafios e perspectivas da presença feminina no futebol, dentro ou fora das quatro linhas, o Sesc Thermas de Presidente Prudente recebe a capitã da Seleção Brasileira e medalhista de prata nas Olimpíadas de Atenas (2004), Aline Pellegrino, ao lado da jornalista Denise do Carmo Mirás. O bate-papo ocorre na próxima quarta-feira (20), a partir das 19h.

Com mediação do jornalista prudentino Thiago Caldeira, o encontro fomenta a discussão sobre a prática do futebol por mulheres, que tem avançado ultimamente, rompendo com diversos preconceitos.

Com um currículo formado por conquistas como medalha de prata nas Olimpíadas de Atenas (2004), medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro (2007), além de um vice-campeonato mundial (2007), na China, e uma Copa Libertadores (2010), pelo Santos, Aline Pellegrino se aposentou do futebol em 2013, quando deu início à sua trajetória fora de campo.

Logo passou por uma experiência como treinadora quando assumiu o Vitória de Santo Antão, clube do interior de Pernambuco, sendo campeã estadual em uma campanha histórica.

Para a medalhista olímpica, homens e mulheres ainda são vistos como diferentes no mundo esportivo. “É uma questão cultural da nossa sociedade, onde o papel do homem e da mulher foi e é pré-determinado. E isso se reflete no esporte, assim como em várias áreas da nossa sociedade”, afirma.

Formada em Educação Física pela Universidade SantAnna, a ex-atleta ainda trabalhou como supervisora da equipe Corinthians/Audax e exerce, desde 2016, a função de Coordenadora do Departamento de Futebol Feminino da Federação Paulista.

Quando questionada sobre o tempo que levará para existir um panorama completo de igualdade no futebol, ela rebate. “Faço a mesma pergunta, mas pensando na mulher no geral na nossa sociedade. Quanto tempo vai levar para as mulheres ocuparem cargos de destaque e receberem os mesmos salários que os homens na mesma função?”, indaga.

Aline também co-dirige o Guerreiras Project, coletivo formado por ativistas, atletas, artistas e acadêmicos que atuam em prol da igualdade de gênero e da visibilidade para o futebol feminino.

“É um projeto que tenho muito orgulho em fazer parte, pois temos um grupo de mulheres fantásticas e guerreiras, literalmente. Infelizmente não conseguimos atuar tanto quanto gostaríamos, mas no momento em que estamos juntas discutindo e levando a discussão da equidade de gênero por meio do futebol, temos uma ferramenta poderosa de trabalho”, salienta.

Já a jornalista Denise Mirás começou sua carreira no Jornal da Tarde/Estadão, em 1980, época em que a presença de mulheres nas redações dos jornais era rara.

Ainda atuou como editora de esportes do portal R7 e cobriu in loco oito Olimpíadas atuando como repórter, entre Los Angeles (1984) e Rio (2016), além de Mundiais de várias modalidades esportivas.
 

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