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Apesar de deflação, quilo do feijão é vendido por até R$ 8,49

Rogério Mative

Em 08/02/2019 às 18:48

Item obrigatório na mesa de qualquer brasileiro, o quilo do feijão é comercializado entre R$ 3,99 e R$ 8,49

(Foto: Cedida/AI)

Pesquisas, solas de sapatos gastas, combustível indo embora e nada de encontrar preços baixos nos supermercados de Presidente Prudente. Porém, o Índice de Preços Toledo (IPT) afirma que houve deflação de 3,61% neste mês.

Mas, a animação está longe de permanecer presente na vida do consumidor. No mês passado, o preço da cesta básica era de R$ 558,61. Agora, o prudentino gasta em média R$ 538,46, de acordo com pesquisa realizada em seis supermercados.

O grupo de alimentos apresentou deflação de 2,26%, com destaque para o queijo mussarela (kg). O produto está até 25,20% mais em conta.

Mas, item obrigatório na mesa de qualquer brasileiro, o quilo do feijão é comercializado entre R$ 3,99 e R$ 8,49, resultando numa diferença de 112,78%.

Seguindo a tendência de queda, artigos de limpeza estão 5,15% mais baratos. É o caso do sabão em pó (1 kg), com deflação de 14,89%. Já a água sanitária (1L) teve queda de 11,32% no preço.

Em contrapartida, itens de higiene pessoal estão até 4,58% mais caros, com destaque para o desodorante (90-100 ml), que teve elevação de 27,20% no valor.

Faturamento em alta

A Associação Paulista de Supermercados (Apas) divulgou os resultados de 2018 com destaque positivo para o faturamento do setor, já que o Índice de Vendas dos Supermercados (IVS) fechou em alta de 2,32%, no quesito de mesmas lojas. Com isso, o faturamento nominal do Estado ficou em R$ 103 bilhões.

Apesar do resultado positivo, o melhor dos últimos cinco anos, a Apas tinha previsto no início do ano um crescimento de 2,5% a 3%, o que não se concretizou ao final de dezembro.

Preços foram influenciados por greve e dólar

Com relação à inflação mensurada pelo Índice de Preços dos Supermercados (IPS), houve impacto por dois fatores principais: a greve dos caminhoneiros, que fez o IPS disparar em junho, e a alta do dólar. Por conta disso, a inflação dos supermercados encerrou 2018 em alta de 4,33%, ou seja, 0,33% acima da projeção da APAS, que era de 4%.

Dos fatores citados como causa da inflação acima da projetada, o dólar influenciou muito em diversos produtos de toda a cadeia. Um exemplo foi o trigo, que é importado e impactou nas categorias das massas e farinhas, que fecharam o ano com alta de 9,2%.

Biscoitos tiveram aumento de 4% e os panificados subiram 5%. A influência do dólar também foi sentida nos artigos de limpeza que, devido a conterem componentes químicos importados como matéria-prima, encerraram 2018 com inflação de 4,4%.

Outro fator que causou aumento nos preços foi a greve dos caminhoneiros, responsável pela morte de quase 70 milhões de aves por falta de insumos, o que fez a cadeia de abastamento da categoria ser prejudicada. O frango, que era opção no prato do brasileiro até maio, sofreu forte alta a partir de junho e encerrou o ano com alta de 9,33%.

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