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Bombeiros de Prudente são enviados para missão em Brumadinho

Da Redação/Agência Brasil

Em 07/02/2019 às 17:06

Grupo é formado por três bombeiros de Presidente Prudente e um oficial de Dracena

(Foto: Cedida/AI Bombeiros)

Nesta quinta-feira (7), três bombeiros de Presidente Prudente e um oficial de Dracena partiram para Brumadinho/MG com a missão de auxiliar nos trabalhos de buscas por vítimas da tragédia ambiental ocorrida com o rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Vale.

Até o momento, são 150 mortos e 182 pessoas desaparecidas, sendo 55 funcionários da Vale e 127 terceirizados e membros da comunidade. A tragédia deixou, ao todo, 103 desabrigados. Três pessoas permanecem hospitalizadas.

Foram enviados pelo 14º Grupamento de Bombeiros, que abrange uma área composta por 54 municípios da região, o 1º Sargento PM Alex Sandro Ramos, de Dracena; Cabo PM Rodrigo de Barros D’Imberio, Cabo PM Alexandre Dario Gibin e Soldado PM Marcelo Gonçalves Afonso, sendo os três de Presidente Prudente.



"Agradecemos e contamos com o apoio de todos para que nossos homens possam desempenhar bem seu papel e voltar para casa com o sentimento de dever cumprido, compartilhando as experiências adquiridas e aumentando o conhecimento técnico dos profissionais da nossa região", comenta o comandante Major PM Luis Alexandre Olivete.

Pedido de CPI

O pedido de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as causas do rompimento da barragem em Brumadinho foi protocolado nesta quinta-feira (7) na Mesa do Senado.

O requerimento, entregue pelos senadores do PSD, Otto Alencar (BA) e Carlos Viana (MG), tem 42 assinaturas, 15 a mais que o mínimo exigido. Segundo o senador Carlos Viana, inicialmente a comissão não tem caráter punitivo, mas sim voltado para a proposição de uma legislação mais moderna.

Dos 134 corpos identificados, 124  foram liberados e entregues às famílias -  Foto: Washington Alves/Reuters

Viana, que pretende ser o relator da comissão, lembrou a criação recente da Agência Nacional de Mineração. Segundo ele, o órgão não tem estrutura suficiente para fiscalizar a situação das barragens de rejeitos. "Se tivéssemos modernizado a legislação na hora certa , se tivéssemos permitido uma agência mais moderna, teríamos salvado a vida dessas pessoas”, afirmou.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) , um dos que assinaram o requerimento, adiantou que na próxima terça-feira (12), o documento deve ser lido no plenário da Casa. A partir daí, os líderes podem indicar os nomes que vão compor a comissão.

Serão 11 titulares e sete suplentes. A CPI deve ter duração de 180 dias e limite de despesas de R$ 110 mil.

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