| Presidente Prudente/SP

Bugalho 'atropela' Câmara e decreta morte de árvores por causa de pombos

Rogério Mative

Em 08/05/2019 às 13:30

Corte das árvores é baseado em análise do corpo técnico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, segundo Bugalho

(Foto: Secom)

Um dia antes de a Câmara Municipal debater os problemas causados pela infestação de pombos na área central de Presidente Prudente, o prefeito Nelson Bugalho (PTB) decidiu 'atropelar' a audiência pública e decretar a morte de 12 árvores da espécie Oiti localizadas na Praça Monsenhor Sarrion, na Catedral. A medida, segundo ele, deve amenizar a sujeira no local.

Decisão que contrasta com sua atuação como promotor de Justiça, especializado em Direito Penal Ambiental, Bugalho acredita que as árvores, por suas características físicas, contribuem para a concentração de aves.

Segundo ele, a erradicação pode ser maior. "Oitis possuem galhos finos, que servem de poleiro para as aves. Neste primeiro momento, vamos erradicar 12 delas e observar como as aves vão se comportar. Se necessário, posteriormente faremos novas retiradas”, adianta.



“Nosso objetivo é que haja a dispersão delas para outros pontos da cidade, minimizando o problema aqui na praça”, acredita Bugalho, que já foi defensor da permanência de Sibipirunas - árvores de grande porte - nas zonas urbanas.

O corte das árvores é baseado em análise do corpo técnico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que constatou o uso da espécie como local de descanso dos pombos.

Conforme Bugalho, que esteve acompanhado do promotor de Justiça Jurandir dos Santos e do responsável pela Catedral de São Sebastião, monsenhor José Antônio de Lima, a retirada será feita no fim de semana.

Ao todo, existem na praça 157 exemplares botânicos, incluindo 39 árvores de médio e grande porte.

Troca por palmeiras

Bugalho afirma que as 12 oitis retiradas serão trocadas por palmeiras. A Prefeitura também fará a troca de bancos que estão inutilizados, reforma no local e reforço do paisagismo.

"Trata-se de um acordo firmado com a mitra diocesana, como contrapartida para uso do espaço como ponto de venda de um empreendimento imobiliário da empresa", conclui.

Azedou de vez

O clima que já estava estremecido azedou de vez com a decisão tomada por Bugalho na véspera da audiência pública marcada pela Câmara Municipal para debater soluções para o problema gerado pelos pombos no Centro.

Nos bastidores, os vereadores alegam que foram 'atropelados' por uma decisão de pessoas que foram convidadas para o encontro no Legislativo.

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