Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Camelôs terão que pagar aluguel após reforma, revela Bugalho

Rogério Mative

Em 06/01/2020 às 12:09

Com a saída de todos os boxistas de forma pacífica, teve início o cercamento do local para a retirada de boxes

(Foto: Rogério Mative)

O novo Camelódromo da Praça da Bandeira contará com cobrança de aluguel para todos aqueles que forem utilizar um dos 240 boxes disponíveis. É o que revela o prefeito Nelson Bugalho (PSDB) ao prometer editar um decreto mais "rígido" nos próximos meses. As obras no local tiveram início nesta segunda-feira (6) e devem durar entre seis a oito meses.

Bugalho não detalhou como será feita a cobrança aos boxistas, porém, pode seguir os mesmos moldes das licitações de lanches instalados em praças e espaços públicos.

Contudo, adiantou que o primeiro passo será dado por meio de um novo decreto, revogando o atual - de 2004 - e tornando as regras mais robustas. "Vamos levar em consideração o cadastramento feito ao longo dos últimos meses. O decreto da época do Agripino [de Oliveira Lima, ex-prefeito por três mandatos] eu vou refazer. Vamos regulamentar certinho essa situação", reforçou.

"Nesse novo decreto, além das regras atuais, novas regras também. Haverá pagamento pelo uso dos boxes, pois é área pública e investimento público aqui. Será feito da forma mais transparente e legal possível", revelou, em entrevista ao repórter Cláudio Moreno, na Rádio Comercial AM.

De acordo com ele, os boxistas serão obrigados a abrir empresa - como microempreendedor (ME) ou microempreendedor individual (MEI) - para que possam comercializar produtos no local. "Vai ter que abrir MEI, ME, isso vai estar constanto no novo decreto. Vou esperar adiantar um pouco as obras, pois estamos pensando em todos os itens que vão compor esse decreto que regulamentará o uso do local", pontuou o prefeito.

"Queremos formalizar esse comércio. Vamos criar regras e fiscalizar. É uma área pública e assim ela continuará", avisou.

Início das obras

Nesta segunda-feira, com a saída de todos os boxistas de forma pacífica, teve início o cercamento do local para a retirada de boxes, fiação elétrica, entre outros. Para tal, parte da Avenida Brasil foi interditada.

"Já estamos fazendo o cercamento da área para a demolição do que for necessário. Eram obras necessárias para garantir a segurança dos boxistas e população. Tudo está transcorrendo normalmente", comemorou.

De acordo com Bugalho, o desejo é finalizar as obras em seis meses, dois a menos do previsto em contrato. "O contrato prevê oito meses, mas queremos entregar a reforma até junho. Estaremos cobrando a empresa todo dia para chegar a esse prazo", finalizou.

As obras custarão aos cofres públicos R$ 2,9 milhões por meio de financiamento liberado pela Caixa Econômica Federal.

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