| Presidente Prudente/SP

Concessionária flagra 36 furtos de energia elétrica em estabelecimentos

Da Redação

Em 17/06/2019 às 11:00

Equipes da concessionária realizaram 100 inspeções culminando no flagrante de 36 furtos

(Foto: Arquivo/AI)

Quem desvia energia elétrica realiza o famoso ‘gato’ ou frauda o medidor, manipulando o equipamento que passa a não registrar o consumo real e, desta forma, comete crime. Porém, a prática que pode levar à cadeia continua em Presidente Prudente. Nos últimos dias, a concessionária Energisa flagrou 36 irregularidades em estabelecimentos comerciais da cidade.

As equipes da concessionária realizaram 100 inspeções culminando no flagrante de 36 furtos. Segundo a empresa, foram recuperados R$ 415 mil. "Já a energia recuperada por meio dessas operações totalizou 590 mil quilowatts-hora (kWh), o que é suficiente para abastecer mais de 3 mil imóveis, que consomem em torno de 180 kWh, durante um mês", diz a Energisa, em nota.

O trabalho de fiscalização teve o apoio da Policia Civil.

Todos pagam

“A prática de fraude e furto de energia é prejudicial para a sociedade em diversos sentidos. Além de serem considerados crimes previstos no Código Penal que podem resultar em prisão, a energia furtada por meio do ‘gato’ é rateada entre todos os clientes da empresa. Todos pagam por isso. E mais, a vida de inúmeras pessoas fica exposta ao risco de acidentes. Inúmeros casos já foram registrados no país de acidentes provocados por ligações clandestinas”, frisa Felipe Marques Santos, coordenador de Combate às Perdas de Energia da concessionária.

A população pode denunciar suspeitas de práticas de ligações clandestinas. "A identidade de quem denuncia é mantida em total anonimato", enfatiza.

A denúncia pode ser feita pelo telefone 0800 70 10 326 (ligação gratuita) ou pelo site: www.energisa.com.br.

O que é furto e o que é fraude

O furto de energia é o ato de desviar ou ‘puxar’ energia da rede elétrica, sem o conhecimento e a autorização da concessionária responsável e sem qualquer tipo de registro da energia consumida. São os famosos ‘gatos’ ou ligações clandestinas.

Já a fraude é caracterizada por um ato intencional de manipulação nos equipamentos de medição da concessionária, com o objetivo de reduzir ou ‘zerar’ o faturamento efetivo de uma unidade de consumo.

Ambos são crimes previstos no Código Penal Brasileiro: Fraude, Artigo 171 (estelionato) e Furto, Artigo 155. A pena para esses crimes é de um a quatro anos de reclusão. Além disso, são cobrados os valores retroativos referentes ao período fraudado acrescidos de multa. Quando a fraude ou o furto são descobertos, o responsável também pode ter o seu fornecimento de energia suspenso.

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