| Presidente Prudente/SP

Em três meses, Prudente registra 84 casos de dengue

Alerta continua: 'não sabemos qual tipo de vírus circula', diz VEM

Da Redação

Em 19/03/2019 às 17:53

Do total, são 71 registros autóctones, ou seja, contraídos no município

(Foto: NIAID)

Os números podem ser baixos, mas o alerta sobre a possibilidade de surto de dengue continua em Presidente Prudente. Em menos de três meses, são 84 casos registrados na capital do Oeste Paulista. "Não sabemos qual tipo de vírus circula na cidade", pontua a supervisora da Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM), Elaine Bertacco.

Segundo o balanço apresentado nesta terça-feira (19), são 71 registros autóctones, ou seja, contraídos no município. Outros 13 importados, vindos de outras localidades.

Na região, municípios de menor porte apresentam números elevados: Presidente Epitácio, 102; Pirapozinho; 82; e Dracena, 116. Já cidades como Bauru e São José do Rio Preto registram 5.745 e 3.313 catalogações, respectivamente.

Embora os números evidenciem uma situação "confortável" em relação aos demais municípios, Elaine Bertacco alerta: "não podemos deixar de tomar os devidos cuidados".

"Mesmo apresentando poucos registros, não estamos confortáveis com a situação. Estamos preparando um plano estratégico de mobilização. Queremos envolver toda sociedade", informa.

Segundo ela, os registro de casos positivos pode aumentar. "Estamos tratando de um mosquito [Aedes Aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya], não podemos ficar tranquilos. Mesmo porque, o isolamento viral de Prudente ainda não saiu, não sabemos qual tipo de vírus circula na cidade", pontua.

A supervisora explica que a maior incidência de registros no Estado é o Tipo II da doença. Este circulou no município em 2010, ano que registrou 296 catalogações positivas. Nos outros anos, foi o Tipo I. "A reintrodução de um novo tipo pode acarretar em casos mais complicados de dengue, pois não estamos imunes a ele. Pedimos que todos estejam em alerta", revela.

"A solicitação aos munícipes são sempre as mesmas: que fiquem atentos a materiais que possam servir de criadouros para o Aedes, que esses sejam descartados de maneira correta, e que recebam os agentes da Vigilância Epidemiológica responsáveis pelo trabalho casa a casa", finaliza.

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