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Prudente pode ser certificada como livre de transmissão vertical do HIV

Da Redação

Em 13/08/2019 às 18:15

Neste ano, 12 partos foram realizados e todos os bebês nasceram livres do HIV em Prudente

(Foto: Arquivo/EBC)


Em breve, a cidade de Presidente Prudente pode entrar na pequena lista de cidades livres da transmissão vertical do HIV. Para tal, um extenso relatório foi elaborado visando a certificação pelo Ministério da Saúde. Até o momento, apenas três municípios contam com tal feito.

Para ficar livre da transmissão vertical do vírus é preciso que o município tenha cumprido todos os protocolos durante a gestação e no período pós-parto visando proteger a criança de eventual contaminação.

Um extenso relatório foi elaborado por uma comissão municipal, formada por servidores da Vigilância Epidemiológica Municipal, do Programa DST/Aids e do Hospital Estadual “Doutor Odilo Antunes de Siqueira”, descrevendo em detalhes o trabalho desempenhado na cidade para evitar ao máximo a transmissão da doença de mãe para filho.

Apenas neste ano, 12 partos foram realizados e todos os bebês nasceram livres do HIV em Prudente. Outras seis gestantes com a doença estão sendo acompanhadas pela rede municipal. “Queremos demonstrar para o país que Prudente tem uma atenção básica próxima da ideal no que diz respeito ao acompanhamento de gestantes, em especial aquelas com HIV”, declara o secretário municipal de Saúde, Valmir Pinto.

“O trabalho que realizamos na cidade é a prova de que é sim possível que o filho de uma mãe com HIV nasça sem a doença, desde que haja o acompanhamento correto durante a gravidez, com medicação e assistência adequadas, e também após o parto, no acompanhamento dessa criança”, completa.

O documento finalizado será entregue para uma comissão estadual de certificação, que determinará a admissibilidade do pedido e posteriormente encaminhará para avaliação em âmbito nacional. A análise incluirá visitas técnicas aos serviços de atenção básica do município para confirmar os dados apresentados no relatório.

Até hoje, apenas as cidades de Curitiba e Umuarama, ambas no Paraná, possuem a certificação. A capital paulista também está pleiteando o reconhecimento, a exemplo de Prudente.

Conforme o Ministério da Saúde, são elegíveis à certificação municípios com mais de 100 mil habitantes e que atendam a critérios estabelecidos pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os critérios avaliados são a qualidade dos programas e serviços de saúde; da vigilância epidemiológica; dos laboratórios; das questões referentes ao respeito aos direitos humanos, igualdade de gênero e a participação da comunidade.

Para se obter a certificação, é preciso que o município atinja os indicadores de impacto, que se referem aos últimos três anos da análise, como a taxa de incidência de novas infecções de HIV em criança, por ano de nascimento (menor ou igual a 0,3) e a proporção anual de crianças infectadas pelo HIV entre as crianças expostas acompanhadas pela rede SUS (menor que 2%).

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