| Presidente Prudente/SP

Bugalho admite abandonar promessas e deixa reeleição em aberto

Prefeito baixa 'proibido gastar' para segurar contas da Prefeitura

Rogério Mative

Em 04/01/2019 às 14:27

Em entrevistas anteriores, Bugalho havia citado um possível corte de secretarias. Desta vez, preferiu não detalhar as ações que serão tomadas pelo seu governo

(Foto: Arquivo/Secom)

Os próximos seis meses serão de cintos ainda mais apertados. É o que revela o prefeito de Presidente Prudente, Nelson Bugalho (PTB), que já admite abandonar parte das promessas feitas em campanha apesar de deixar uma possível busca pela reeleição em aberto.

Em entrevista ao repórter do SBT Interior, Rubens Nakato, o chefe do Executivo adianta que novas medidas serão tomadas com objetivo de reduzir custos diante da falta de resultado em relação ao decreto imposto ainda no início de seu mandato, em 2017.

"Desde o ano passado [na verdade, em 2017] editei um decreto onde todas as secretarias eram obrigadas a economizar energia elétrica, água, evitar ao máximo e proibir em certas ocasiões as horas extras. Tivemos [várias atitudes] ao longo desses dois anos. É claro que isso não surte o resultado esperado porque a arrecadação continua em queda", justificou.

Em entrevistas anteriores, Bugalho havia citado um possível corte de secretarias. Desta vez, preferiu não detalhar as ações que serão tomadas pelo seu governo. "Nós estamos pensando em mais algumas medidas a serem adotadas nos próximos dias. Possivelmente até o final da segunda quinzena de janeiro, vou anunciar algumas outras medidas objetivando a contenção de gastos e a diminuição de despesas", falou.

Nos bastidores, é comentada a fusão de secretarias culminando na extinção de algumas Pastas como, por exemplo, a Secretaria de Comunicação (Secom), Relações Institucionais e Secretaria de Turismo (Setur). Contudo, até o momento, Bugalho não deu indícios de uma forte guinada nos dois últimos anos de mandato.

'Proibido gastar'

"Nesses próximos seis meses, está proibido gastar. Nós vamos fazer ações de zeladoria na cidade. Aquelas obras que já estão em andamento continuarão e outras serão iniciadas porque são recursos que estão vindo de financiamento, como o Atende Prudente [um Poupatempo municipal, que conta com financiamento de R$ 4,5 milhões]", avisa.

Segundo ele, a primeira medida tomada é o corte de verba para o carnaval, que deve ser remanejada para setores da saúde. "Vamos trabalhar agora como o proibido gastar, nesses próximos seis meses, só vamos gastar o que for necessário. Tanto que eu já disse que não haverá carnaval neste ano em Prudente. O recurso do carnaval será destinado para a saúde. Nós temos que ter esse cuidado de fazer a zeladoria da cidade, manter o salário em dia e também o pagamento dos servidores", pontuou.

"Cidades muito mais ricas que Prudente sequer conseguiram pagar o 13º salário. Estão pagando agora em janeiro. Então, Prudente conseguiu honrar todos os seus compromissos e isso é muito importante para a cidade", analisou.

Ao adiantar que parte das promessas de campanha não será cumprida, Bugalho afirma que ainda está cedo para discutir um trabalho visando a reeleição em 2020. "Eu ainda não sei. Ainda falta dois anos, talvez um ano e meio para tomar uma decisão dessa", disse.

"Só digo que a gente vem conseguindo cumprir, apesar de todas as dificuldades, com aquilo que nos comprometemos durante a campanha. Evidentemente, nós não vamos conseguir cumprir tudo, porque a crise econômica está muito presente em todo país. Mas estamos fazendo o possível para seguir adiante", finalizou.

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