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Bolsonaro convoca eleitores; Haddad fala em unir democratas

Agência Brasil

Em 07/10/2018 às 22:48

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) convocou os eleitores para a disputa do segundo turno no dia 28 de outubro, quando irá enfrentar Fernando Haddad (PT). “Temos de acreditar no nosso Brasil. Não podemos nos recolher. Faltam três semanas”, disse em transmissão pelas redes sociais, acompanhado do economista Paulo Guedes, seu assessor econômico na campanha e eventual ministro da Fazenda em caso de vitória.

Ele ainda agradeceu aos brasileiros pelos votos que recebeu. Bolsonaro venceu em quatro regiões do país, perdeu somente no Nordeste. “Tenho certeza que ampliaremos esta vantagem no segundo turno”, falou.

Bolsonaro adiantou que irá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para cobrar soluções sobre problemas em urnas eletrônicas durante a votação deste primeiro turno. “Vamos juntos ao TSE para exigir soluções para isto que aconteceu agora. Não foi pouca coisa. Foi muita coisa. Se nós tivéssemos confiança nas urnas eletrônicas, já teríamos o nome do futuro candidato à Presidência da República definido hoje”, afirmou o candidato.

Ele também fez críticas à campanha do PT. “Eles têm bilhões para gastar e parte da mídia. Quase quebraram o BNDES e muitos bancos. Afundaram empresas”, pontuou.

Olho no olho

No primeiro pronunciamento após a confirmação da disputa de segundo turno na corrida presidencial, o candidato Fernando Haddad (PT) afirmou haver "muita coisa em jogo" no pleito deste ano e sinalizou a busca de apoio nas próximas três semanas de campanha. Até a última atualização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o petista tinha 28,95% dos votos válidos contra 46,26% de Jair Bolsonaro (PSL), com 98,86% das urnas apuradas. O segundo turno será realizado no próximo dia 28 de outubro.

"Esta eleição coloca muita coisa em jogo. O próprio pacto da Constituinte de 1988 está em jogo em função das ameaças que sofre quase diariamente", afirmou. A declaração foi dada em um hotel no bairro do Paraíso, em São Paulo, na presença de dezenas de apoiadores, correligionários e aliados, incluindo a candidata a vice-presidente na chapa, Manuela d'Ávila (PCdoB) e integrantes do PROS, o outro partido que compõe a coligação.

O petista afirmou já ter conversado por telefone com Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSOL) e Marina Silva (Rede). "Tenho muita consideração por todos e a ideia é manter o diálogo aberto", disse.

Segundo a assessoria do candidato, Haddad trocou telefonemas de cumprimentos com os três adversários, mas ainda não foi definida uma agenda de conversas para viabilizar o apoio deles no segundo turno.

Em seus discurso, Fernando Haddad disse ainda que pretende "unir os democratas do Brasil" em torno de um projeto que tenha como prioridade o combate as desigualdades sociais do país e a defesa da soberania nacional e popular. Ele falou ainda que o segundo turno abre oportunidade para discutir "frente à frente e olho no olho".

"Vamos para o campo democrático com uma única arma: o argumento. Nós vamos com a força do argumento para defender o Brasil e seu povo, sobretudo o povo mais sofrido do país", afirmou.

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