| Presidente Prudente/SP

Bugalho foi humilhado em votação sobre venda de escola, diz líder tucano

Câmara arquiva desejo de desfazer de prédio de R$ 4,7 milhões

ROGÉRIO MATIVE

Em 13/07/2020 às 19:09

Proposta de Bugalho foi colocada em votação decretando a segunda derrota no dia

(Foto: Maycon Morano/AI Câmara)

Pela segunda vez, em um ano, o prefeito Nelson Bugalho (PSDB) foi derrotado em sua tentativa de vender o prédio da Escola Edson Lopes, na Vila Formosa, avaliado em R$ 4,6 milhões. O líder do partido tucano, Rogério Galindo, criticou o alto escalão, além de afirmar que o chefe do Executivo foi "humilhado sem necessidade" pela quarta vez.

O revés, de goleada, foi na tarde desta segunda-feira (13), durante sessão ordinária na Câmara Municipal de Presidente Prudente. Prevendo o nocaute, o governo tucano tentou, de última hora, retirar a proposta da pauta de votação. Contudo, o presidente do Legislativo, Demerson Dias (PSB), colocou o pedido em debate.

Neste primeiro placar, nove vereadores votaram contra o adiamento do projeto e apenas três a favor: Alba Lucena (DEM, que é professora universitária), Elza do Gás (PSDB) e Rogério Galindo.

Na sequência, a proposta de Bugalho foi colocada em votação decretando a segunda derrota. Por 11 a 1, com apenas Galindo seguindo fiel ao governo, a venda da escola foi arquivada em definitivo e, desta forma, o assunto não poderá ser discutido novamente este ano.

Na votação, apenas Geraldo da Padaria (PTB) esteve ausente com justificativa de atestado médico.

'Foi humilhado'

Ao fazer o uso da palavra, Galindo foi taxativo ao afirmar que Bugalho é mal assessorado, o que provocou sua "quarta humilhação" em um mesmo projeto. "O que mais me chama atenção são os gênios que fazem a Administração deixar o prefeito passar por uma humilhação dessa pela quarta vez. Porque vai mandar um projeto desse para a Câmara se não vai passar e o prefeito vai ser humilhado e todo mundo vai acabar com ele", disparou.

"Porque não destruiu a escola, deixou o terreno plaino, sem nada?. Aí é um terreno e não uma escola. Falta muita estratégia, o prefeito tem que tomar mais atenção nisso. O prefeito é candidato à reeleição e passa pela quarta humilhação dessa, três dele e um do vice-prefeito [Douglas Kato, PTB]", pontuou o líder da bancada do PSDB no Legislativo.



Para ele, derrubar o prédio antes de apresentar o projeto de venda tiraria "peso das costas" dos vereadores. "Pô gente, assim fica difícil trabalhar, ele ser candidato, da gente poder defender e agilizar. Eu penso que poderia vender, fazer um dinheiro, pagar os funcionários. Aquilo ali vai ficar abandonado e o próximo prefeito ver o que vai fazer. Vai derrubar, vai deixar no chão. Aí sim tira o peso do vereador para votar para vender. É uma escola abandonada, mas é uma escola", falou Galindo.

Com 2.054 metros quadrados de área construída, o prédio é classificado como de "médio potencial de comercialização". O valor do metro quadrado avaliado no bairro, em média, ficou em R$ 736,08.

No fim do ano passado, Bugalho apresentou proposta para a comercialização da área de 4.928 metros quadrados buscando "incrementar" a arrecadação municipal para enfrentar "as dificuldades atuais" e injetar dinheiro na Prudenprev - sistema previdenciário dos servidores municipais.

Desta vez, usou como justificativa a pandemia provocada pelo coronavírus e a necessidade de pagar os salários dos servidores municipais, que correm risco de atrasos nos próximos meses.

No total, foram duas derrotas e duas retiradas de projeto.

*Atualizada para correção: Galindo é líder da bancada do PSDB

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