| Presidente Prudente/SP

Com base encolhida, venda de prédio escolar é negada pela Câmara

Rogério Mative

Em 08/10/2019 às 08:59

Localizado em área valorizada de Prudente, o prédio fica na Avenida Brasil

(Foto: Reprodução/Google Maps)

A intenção do prefeito Nelson Bugalho (PTB) em vender o prédio da Escola Municipal Edson Lopes, na Vila Formosa, e injetar o valor de R$ 4,7 milhões na Prudenprev não foi digerido pelos vereadores. Em sessão na noite dessa segunda-feira (7), a Câmara Municipal de Presidente Prudente negou autorização para alienação do imóvel.

A proposta era fechar a unidade escolar, que atualmente atende 56 crianças do maternal e transferir as atividades para a unidade Maria Aparecida Alves, que fica próxima ao local e que passará por reformas. O decreto que determina a desativação da escola foi publicado em janeiro deste ano.

Com a base governista encolhida, Bugalho teve o apoio de apenas cinco vereadores: Alba Lucena, Elza do Gás e José Tabosa, todos do PTB, além de Wellington Bozo (PSDB, líder) e Geraldo de Souza (PSD).

Já os parlamentares Enio Perrone (PSD), Izaque Silva (PSDB), Mauro Neves (PSDB), Natanael Gonzaga (PSDB),  Adão Batista (PSB), Anderson Silva (PSB), Demerson Dias (PSB) e William Leite (PPS) foram contra o projeto de venda do imóvel.

Desta forma, a proposta de Bugalho foi arquivada.

Avaliado em R$ 4,7 milhões

Localizado em área valorizada de Prudente, o prédio fica na Avenida Brasil, 2.843, Vila Formosa. O imóvel que abriga a escola está avaliado em R$ 4,7 milhões.

O laudo de avaliação do prédio foi realizado em junho deste ano. O terreno tem 4.928 metros quadrados, com 2.054 metros quadrados de área construída classificado como de "médio potencial de comercialização".

O valor do metro quadrado avaliado no bairro, em média, ficou em R$ 736,08.

Buscava incrementar receita

Nos argumentos apresentados aos parlamentares, Bugalho citou que a venda do imóvel poderia "incrementar" a arrecadação municipal para enfrentar as "as dificuldades atuais".

Segundo a Prefeitura, o valor arrecadado seria destinado à PrudenPrev - sistema previdenciário dos servidores municipais. "Quanto aos valores a serem auferidos com a alienação do imóvel, por lei, este deve ser aplicado para os compromissos da administração municipal junto à Prudenprev, o que aliviará o caixa da Prefeitura para aplicar em áreas prioritárias, como educação e saúde", disse o Executivo, em nota enviada ao Portal.

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