| Presidente Prudente/SP

Criação de Almoxarifado Central é arquivada pela Câmara Municipal

Rogério Mative

Em 18/06/2019 às 09:52

Com o empate, após o voto do presidente, foi solicitado parecer do departamento jurídico do Legislativo

(Foto: Cedida/Maycon Morano/AI)

Com empate nos votos e decisão da presidência após aval do jurídico, a Câmara Municipal de Presidente Prudente arquivou o projeto de lei do prefeito Nelson Bugalho (PTB), que dispõe sobre a criação do Almoxarifado Central. A Prefeitura desembolsaria R$ 38 mil no aluguel de um prédio pertencente ao empresário Nilson Vitale.

A ideia de Bugalho era economizar R$ 42 mil mensais com a criação do almoxarifado, que teria a finalidade de coordenar todos os materiais, controle de estoque e de manutenção de veículos automotores municipais.

Único a usar a tribuna para justificar seu voto, Mauro Neves (PSDB) criticou os gastos com aluguel diante de vários prédios municipais sem ocupação. "Nada contra, mas não acho que é o momento de fazer mais dívida. Um aluguel de R$ 38 mil, mais a criação de um cargo de R$ 7 mil e gratificação. O projeto extingue dois cargos, mas eles não são ocupados; estão vagos. Somando tudo, vai economizar R$ 42 mil. Mas, acho que tem que economizar mais diante dos alertas", falou.

"Temos vários prédios do município que estão vazios, como o prédio do Aeroporto [repassado ao governo federal], da escola do Monte Alto, que pode ser usado. Tem a escola na Avenida Brasil, prédio do Jardim Everest, onde era o CT [Centro de Treinamento] do Grêmio Prudente, antiga Merenda Escolar, tem o Recinto de Exposições, com enorme espaço. Fica a dica", pontuou o vereador.

Segundo ele, Bugalho tem que rever a política de corte de gastos. Porém, chamou a atenção dos vereadores sobre a responsabilidade em aprovar tal projeto. "Vou deixar aqui uma reflexão para todos nós. Será que amanhã, quando faltar dinheiro para merenda escolar e serviços básicos, a culpa será só do prefeito? Vamos refletir minha gente", disse.

"Imagina se faltar dinheiro para pagar os servidores. Já ouvi secretário falando nos corredores que tem esse risco. O prefeito tem que rever e cortar gastos ao invés de criar novos. O decreto do ano passado cortou licença prêmio e férias por dificuldades financeiras. Mas, a festa continua. Quase todo dia nomeia alguém, o amigo do amigo", finalizou.

Votaram contra a proposta os parlamentares Adão Batista (PSB), Anderson Silva (PSB), Demerson Dias (PSB), Enio Perrone (PSD), Mauro Neves (PSDB) e Willian Leite (PPS).

Foram favoráveis Wellington Bozo (PSDB), Alba Lucena (PTB), Natanael Gonzaga (PSDB), Elza do Gás (PTB), José Tabosa (PTB) e Geraldo da Padaria (PSD). O vereador Izaque Silva (PSDB) não esteve presente na votação.

Com o empate, após o voto do presidente, foi solicitado parecer do departamento jurídico do Legislativo. A decisão final foi pelo arquivamento do projeto.

Com isso, o líder do governo na Câmara Municipal, Wellington Bozo, adiantou que vai entrar com recurso contra a medida.

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