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Cidades menores saem na frente em implantação de aterro sanitário

Da Redação

Em 09/08/2019 às 11:08

Aterro é implantado em uma área de quatro alqueires, ou seja, espaço equivalente a 96,8 mil metros quadrados

(Foto: Cedida/AI)

Juntas, elas representam apenas 1/6 da população de Presidente Prudente, contudo, conseguiram sair na frente da capital do Oeste Paulista na implantação de um aterro sanitário consorciado. Com obras em andamento, Pirapozinho, Narandiba e Sandovalina projetam investir R$ 3,2 milhões.

Os municípios formam o Consórcio Intermunicipal do Pontal do Paranapanema (CIPP), com o objetivo de destinar corretatamente os resíduos sólidos e, desta forma, obedecer as normas ambientais vigentes. Para tal, o aterro é implantado em uma área de  quatro alqueires, ou seja, espaço equivalente a 96,8 mil metros quadrados, localizada às margens da Rodovia Assis Chateaubriand (SP-425).

Nesta primeira etapa, a obra deve receber investimentos no valor de R$ 2.693.869,05 por meio de recursos próprios dos municípios integrantes, sendo  75,56% capitalizado por Pirapozinho, 13,12% por Narandiba e 11,32% por Sandovalina. Somado aos mais de R$ 550 mil gastos no projeto, o total ultrapassa R$ 3.240.000,00.

De acordo com o prefeito de Narandiba e atual presidente do Cipp, Itamar dos Santos Silva, a primeira etapa da obra contará com a construção de infraestrutura, escritório e almoxarifado; abertura da primeira trincheira; compactação e impermeabilização da mesma com geomembrana; construção de lagoa para escoamento do chorume; entre outros.

“No caso de Narandiba, nosso município conta também com uma estação de triagem e a coleta seletiva do lixo que já foi implantada”, informa.

Segundo o prefeito de Pirapozinho Orlando Padovan, idealizador e atual tesoureiro do Cipp, foi um longo caminho percorrido desde 2013 para a implantação do aterro.

"Quando foi criada a entidade cuja finalidade principal era a gestão do lixo produzido pelos municípios. Foi, e tem sido, uma dura luta esta conquista, desde a desapropriação da área, passando pelos diversos estudos, licenças, projetos e, por fim, o investimento de recursos próprios dos municípios, haja vista que não obtivemos apoio das demais esferas governamentais", pontua.

No caso de Pirapozinho, foi preciso encerrar as atividades do antigo lixão. Todo o resídio sólido coletado é enviado para o município de Quatá. “Paralelamente a todas as providências sobre o aterro, adquirimos uma área, construímos uma estação de triagem e implantamos a coleta seletiva, instituindo, aparelhando e apoiando a cooperativa de catadores local. Com isso, diminuímos o descarte do lixo e proporcionamos renda e dignidade aos trabalhadores da reciclagem”, conclui Padovan.

A projeção do consórcio é concluir a primeira etapa em oito meses. "Portanto, no início de março do próximo ano, entrando imediatamente em funcionamento", promete Silva.

Consórcio encabeçado por Prudente

Atualmente, o Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos do Oeste Paulista que visa a implantação de aterro sanitário regional conta com a participação de 11 municípios: Presidente Prudente, Rancharia, Paraguaçu Paulista, Álvares Machado, Presidente Bernardes, Santo Anastácio, Santo Expedito, Martinópolis, Marília, Caiabu e Regente Feijó.

Na última reunião da entidade, foi aprovado um convênio de R$ 1,4 milhão junto à Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para viabilizar a elaboração do Plano Regional de Resíduos Sólidos. O documento conterá todas as informações técnicas e as diretrizes para a construção de um aterro sanitário regional.

Até o momento, não há projeção de datas para a implantação do aterro.

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